Feira do Conhecimento

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segunda-feira, 19 de março de 2018

O retorno do Sociedade em Movimento e Questões sobre a Síria

Imagem retirada do site da Unicef http://www.unicef.pt/criancas-da-siria/

Olá, peço desculpas pelo tempo de inatividade, para quem costuma acessar o Sociedade atrás de notícias que impactam a sociedade, realmente muita coisa aconteceu nesse intervalo, mas estamos de volta e espero que com atualizações no mínimo semanais.

Um dos motivos que me fizeram querer escrever esse artigo, entre outros que são tão importantes quanto, foi o interesse dos meus alunos do sexto e sétimo ano do fund2. com relação a guerra civil na Síria, conversando com eles, percebo que o interesse pode ter sido despertado devido a empatia com as crianças que estão sofrendo por conta do conflito no país, crianças em idade muito parecida com a deles que estão vivendo situações de puro horror, fome, doença, violência e medo, segundo o site da Unicef:

"perto de 5.6 milhões de crianças sírias precisam de ajuda. Cerca de 2 milhões de crianças continuam a viver em zonas de difícil acesso no interior da Síria, o que impede ou dificulta o acesso das organizações de ajuda humanitária."

"Um quinto (4.200) das escolas na Síria foram destruídas, danificadas ou estão a ser usadas como abrigos ou para outros fins, incluindo por grupos armados; e 52.000 professores foram mortos ou fugiram do país. Mais de 2.6 milhões de crianças sírias no interior da Síria e nos países vizinhos continuam sem acesso à educação"

O que pensar para o futuro dessas crianças? Mais de 100.000 crianças nasceram em campos de refugiados, para muitas delas o conflito é a única realidade que conhecem, claro que muitos poderão argumentar, e nossas crianças, que vivem na miséria, em condições sub-humanas, sem acesso a educação e nem mesmo moradia, porque devemos nos preocupar com as crianças do outro lado do mundo? Pelo simples fato que não podemos pesar o sofrimento de ambas e dizer qual sofre mais que a outra, assim como não podemos fechar os olhos para nossas crianças, precisamos mostrar ao mundo as atrocidades que as crianças sírias vem sofrendo, e quem sabe de alguma forma mobilizar o mundo em favor delas, devemos, assim como meus alunos que levados pelo sentimento de solidariedade por essas crianças, perceberam que era importante saber um pouco mais sobre o que vem acontecendo na Síria, nós também precisamos nos inteirar e tentar entender o que vem acontecendo nesse país, para isso trago o link do site da BBC em português com 7 perguntas que contribuem para entendermos o conflito: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-43204513

Obrigado e continuem com o Sociedade em Movimento!

terça-feira, 11 de julho de 2017

O uso da Tecnologia em Sala de Aula

Hoje a tecnologia está presente em tudo, e o professor tem que aprender a utilizar ferramentas simples que vão transformar sua aula


Hoje a tecnologia se faz presente em tudo que vemos, ao andar na rua somos bombardeados por todo tipo de informação, por todos os lados e de toda forma possível, são enormes painéis de LED, TV de não sei quantas polegadas, 3D, ultra HD, sons cada vez mais limpos e nítidos, computadores que conversam com o usuário, o celular faz vídeos, fotos e ainda por cima, pasmem, ele permite falar com alguém através do vídeo, parece coisa de filme de ficção científica, e o melhor, pode conversar com várias outras pessoas ao mesmo tempo, na famosa vídeo conferência, pois é, no caminho para escola o aluno passa por todo esse tipo de tecnologia, até no transporte público existem TVs transmitindo informação, quando o aluno entra na aula, seu cérebro está a milhão, cheio de entusiasmo, de informação, prestes a explodir de excitação e se depara com o professor de giz na mão, quadro negro, um monte de papelada em cima da mesa, e aula se torna "brochante" para aquele cérebro totalmente estimulado e pulsante por conta, apenas, do caminho para a escola.

Imagens retiradas da Internet e montadas no Corel Draw por Mauricio R. Oltman

A imagem acima foi montada propositalmente para perguntar: A tecnologia é um inimigo do professor?
A resposta que todos os professores, ou a maioria deles vai dar, obviamente, é NÃO, mas se perguntarmos como você utiliza a tecnologia nas suas aulas, a maioria vai travar, não vai saber responder e vai dizer que não costuma usar porque a escola não dá suporte, que os alunos não tem acesso e outra série de motivos pelos quais ele não utiliza, claro que os motivos são válidos, mas a maioria de nós não está preparado para sair da zona de conforto, claro que existem professores que fazem mágica em suas aulas apenas com o quadro e o giz, mas acreditem, mesmo sendo uma aula maravilhosa ele não consegue atingir seu objetivo completamente com os alunos, a geração de hoje tem grande demanda por tecnologia, e um professor mediano que usa essa ferramenta vai atingir mais satisfatoriamente os objetivos pedagógicos do que o melhor professor tradicional, o mágico do giz e do quadro, posso parecer exagerado, mas pergunte para seu aluno, seu filho, qualquer criança que conhece que esteja estudando, se o melhor professor que ele tem seria ainda melhor se fizesse uso da tecnologia, isso se ele não te responder que o melhor professor dele é justamente um que faz uso dessas ferramentas, escrevi um artigo no site LinkedIn sobre transformar o inimigo em aliado, pode ler o artigo clicando aqui, lá falo sobre pequenas atitudes que podem transformar sua aula, outro exemplo do uso da tecnologia em sala está no site Nova Escola, onde a professora Débora Garofalo fala sobre o uso da vídeo aula, onde ela utilizando um celular e um tripé barato conseguiu "se aproximar do mundo dos alunos, melhorando a motivação e compreensão", ela mostra na prática como utilizou o recurso para despertar o interesse dos alunos para a aula, pode acessar a matéria clicando aqui, outra ideia interessante é a criação de APPs, aplicativos para o celular, os alunos podem utilizar a plataforma do www.fabricadeaplicativos.com.br para criar os aplicativos, inclusive o aplicativo do nosso blog, que logo vou disponibilizar, foi desenvolvido com essa ferramenta, o professor pode pedir que eles criem um aplicativo com o conteúdo da aula, incluindo vídeos, sites, fotos e textos sobre a matéria, ou mesmo que criem um blog sobre um tema referente a aula, através de inúmeras plataformas existentes para esse fim, ou ainda algo que está muito na moda entre os jovens que são os vlogs, os vídeo blogs.
Mesmo que esbarremos em dificuldades como o acesso dos alunos a essas ferramentas, uma boa parte deles em sala tem acesso, por isso o professor tem que ter o cuidado para separar os alunos em grupos para que pelo menos um aluno tenha acesso a ferramenta para disponibilizar aos outros, o que vai possibilitar a conclusão da proposta.
Casos extremos em escolas em comunidades carentes, onde a triste realidade é de que nenhum aluno e nem a escola tem acesso a qualquer tipo de ferramenta, é ainda possível mobilizar a sociedade no entorno, a gestão escolar e todo o corpo docente para solicitar, junto aos órgãos públicos, material de informática para a escola, esse é o primeiro passo para o acesso as ferramentas necessárias, existem caminhos possíveis para isso, que se bem planejados com antecedência, possibilitam a solicitação desse tipo de material, não é um caminho fácil, mas que se trilhado junto e com entusiasmo é possível chegar onde se deseja.
Dificuldades sempre existirão, num pais como o nosso, que a educação não é a prioridade, onde muito se fala e efetivamente pouco se faz, onde o professor, que é visto como principal ator em meio ao caos que se encontra a educação, vive desestimulado e sobrecarregado, nesse cenário essas dificuldades são ainda mais evidentes, e é preciso muita força de vontade e amor por ensinar para conseguir o "algo mais" dentro da sala de aula, o professor é professor 24 horas por dia, ele deixa a sala de aula mas sua mente ainda trabalha para encontrar as melhores soluções, as melhores formas de ensinar, o professor (de verdade) gosta de desafios, ele gosta de ser a luz que guia os alunos na difícil tarefa de sair do caos, mas sozinho ele não consegue chegar muito longe, é muito importante que essa trindade, Professor/Pai/Gestão, esteja trabalhando junto com os mesmos objetivos. 
Caso tenham experiências com a utilização da tecnologia em sala, deixem ai nos comentários, vamos enriquecer o aprendizado de nossos alunos, vamos compartilhar o conhecimento!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

USP firma parceria com a Finlândia

O trabalho colaborativo entre empresas e grupos de pesquisa tem gerado bons resultados e por isso a USP passa a fazer parte de uma rede internacional de universidades


Imagem retirada da Internet

A pouca conexão com o mundo real é um desafio enfrentado por universidades de todo o mundo. Como preparar futuros profissionais dentro de um ambiente acadêmico, mas sem deixar de lado as demandas do setor produtivo? Para criar experiências práticas de aprendizagem, a Universidade de Aalto, na Finlândia, decidiu apostar no trabalho colaborativo entre empresas e grupos de pesquisa. Com bons resultados nessa empreitada, a finlandesa expandiu o seu modelo e deu início a uma rede internacional que já reúne universidades em Portugal, Suíça, Estados Unidos, Austrália, Chile e Colômbia. Agora, o Brasil também ganha um representante no time, com a entrada da USP (Universidade de São Paulo) na Design Factory Global Network.

Leia a matéria na integra no site Porvir.Org.

Amigos do blog Sociedade em Movimento, peço desculpas pelo tempo de inatividade, mas vamos corrigir isso disponibilizando, além dos artigos de nossa autoria, artigos relevantes para a sociedade, de sites sobre educação, tecnologia, política, com informação relevante para todos.

Obrigado e continuem conosco.

terça-feira, 16 de maio de 2017

A falta de ética no mundo empresarial.

A corrupção e a falta de ética estão presentes em todos os níveis da sociedade, não só na política, mas o mundo empresarial reflete bem essa realidade


É recorrente ouvir falar sobre corrupção na política, é mensalão, lava jato, anões do orçamento, Odebrecht, propina, dinheiro na cueca, entre outros termos e nomes constantemente repetidos quando o assunto é corrupção e falta de ética, basta ligarmos a TV no noticiário ou abrirmos um jornal que esses termos estão presentes, mas existe um outro lugar onde não é incomum a falta de ética e a corrupção, embora menos divulgado, esse lugar é o mundo empresarial, o mundo corporativo, é comum as disputas entre sócios por atitudes desonestas, e até mesmo entre empresas diferentes sob acusações de formação de cartel, monopólio desleal de mercado entre outras, empresas como Fiat, Ford e VW já sofreram processos por conduta anticompetitiva, Google, Microsoft também já sofreram processos por monopolizar o mercado.
Imagem retirada da Internet


Primeiramente é interessante destacar o que é ética, para o dicionário ética é:
"o conjunto de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de uma sociedade." 
A ética, inclusive, é um ramo da filosofia, onde se pretende investigar o que motiva ou orienta o comportamento humano, diferente da moral que normalmente é bem definida, como os dogmas religiosos por exemplo, a ética é menos específica porém mais intuitiva, segundo o educador e filósofo Mário Sérgio Cortella a ética é: 
"o conjunto de valores e princípios que usamos para responder a três grandes questões da vida: (1) quero?; (2) devo?; (3) posso?

Nem tudo que eu quero eu posso; nem tudo que eu posso eu devo; e nem tudo que eu devo eu quero. Você tem paz de espírito quando aquilo que você quer é ao mesmo tempo o que você pode e o que você deve." 
E não é só nas grandes multinacionais que a falta de ética acontece, um caso que acompanhei foi sobre o lançamento no Brasil do jogo de RPG (um de meus hobbies) Dungeons & Dragons 5e, onde a empresa Fire on Board estava em negociação com a Gale Force Nine, empresa responsável pelo lançamento internacional do produto da Wizards of the Coast e Hasbro, detentoras da marca D&D, e anunciou em março deste ano o lançamento do produto no Brasil, o que se sabe é que a Fire on Board estaria em parceria com duas outras editoras, a Red Box e a Meeple BR, que juntas formariam uma joint venture chamada FMR para exclusivamente lançar o D&D5 por aqui, porém, segundo o CEO da Red Box, dias antes da assinatura do contrato com GF9 a Fire on Board anunciou que sairia da parceria e quando a Red Box entrou em contato com a GF9 eles disseram que já haviam assinado com a Fire on Board e que "não sabiam desse problema, passar bem", a Fire on Board nega as acusações, porém quando a GF9 soube com detalhes do que estava ocorrendo fez o seguinte comunicado:

"Gale Force Nine Comments on D&D Localizations

Gale Force Nine has been working for over a year on our plan to publish localized language versions of DUNGEONS & DRAGONS fifth edition products. Throughout the process, we met and considered many partners around the world based on the same criteria: a passion for the material and a commitment to deliver the complete plan..." 

Você pode ver o comunicado completo na página da empresa no Facebook: Facebook GF9 
Segue a tradução completa:

"A Gale Force Nine está trabalhando há mais de um ano para publicação internacional de Dungeons & Dragons. Durante o processo, nós conhecemos e consideramos muitos parceiros ao redor do mundo sempre com o mesmo critério: a paixão pelo material e o compromisso para entregarem um produto completo. Nós queremos oferecer a cada país a experiência completa da quinta edição de D&D e os parceiros que já escolhemos farão isso.

No momento, estamos conversando com todos os envolvidos no Brasil para solucionarmos a situação. Nosso objetivo é garantir que os fãs irão aproveitar o produto em suas línguas e estamos comprometidos a ajudar essas pessoas e suas comunidades. Com isso, nosso plano de lançamento no país estão congelados até nós investigarmos e, com sorte, resolvermos esse problemas. Nós nos desculpamos com os fãs de D&D no Brasil por qualquer atraso que isso possa causar, mas faremos o melhor para que uma solução seja entregue logo.”
Imagem da capa do Livro D&D5e, retirada da Internet 

No mesmo dia dessa declaração da GF9, só não se sabe se antes ou depois da declaração da responsável internacional, o CEO da Fire on Board fez um comunicado no Facebook que a parceria continuava e que tudo sairia conforme o cronograma, porém a previsão de lançamento era para maio e até o momento não foi divulgado mais nada.

Fizemos uma pesquisa entre a comunidade do RPG e, apesar da amostragem ser pequena, o que pudemos perceber é que a grande maioria é a favor da ética no lançamento do material e que se isso tudo for verdade não comprariam o produto se lançado pela Fire on Board.

Tudo isso demonstra que a corrupção e a falta de ética é um assunto que não está ligado apenas a política, mas a grande e dolorida verdade é que a corrupção está presente em todos os níveis da sociedade, está na empresa que suborna o fiscal para não ser multada, ou declara uma renda menor que a real, está na igreja onde o pastor ou o padre se apropria das ofertas do fiel, está no dia a dia onde o cidadão não devolve o troco que o caixa deu a mais, na escola onde o aluno "cola" para tirar boa nota na prova, ou o professor faz vistas grossas ao comportamento do aluno pois o pai "paga" seu salário, onde o motorista dá um "cafezinho" para o fiscal de trânsito não aplicar uma multa, entre muitos outros exemplos que podemos citar, a corrupção na política apenas reflete a postura de seus cidadãos, pelo menos a maioria deles, infelizmente.

É inegável que o ser humano vem evoluindo, hoje estamos preocupados em sermos mais gentis, preocupados com os animais que sofrem violência, preocupados com uma alimentação mais saudável, mas ainda estamos longe de evoluirmos como sociedade, estamos longe de nos preocuparmos em abrir mão do nosso lucro ou benefício em pró do outro, é verdade que uma pequena parcela já tem essa preocupação, mas estamos longe de vencer a corrupção, seja na política, nas empresas ou na sociedade.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

A importância do Esporte na Educação das Crianças, em especial o Rugby

Olá, meu nome é Mauricio e você está no Sociedade em Movimento.


foto retirada da internet


Sabemos da importância do esporte na Educação das crianças, sabemos o quanto o esporte pode contribuir no seu desenvolvimento em diversas áreas da sua vida, mas existe um esporte que cumpre essa tarefa de maneira excepcional, o Rugby.

O Rugby ultrapassa a barreira de ser somente um esporte, o Rugby está envolto em uma cultura de valores, o atleta leva para vida aquilo que aprende com o esporte, ele procura ser fora de campo reflexo do que ele é dentro do campo, e para isso o Rugby prega cinco valores básicos:

Solidariedade, Amizade, Paixão, Disciplina e acima de tudo Respeito, Respeito que anda em falta na Sociedade atualmente.

Mas o que Rugby tem a ver com educação?

Vamos citar aqui dois exemplos de sucesso onde o Rugby é usado para educar, um em sala de aula e outro no campo, onde a criança além de aprender os valores que o esporte prega, ainda cuida da saúde e do intelecto, deixando um pouco de lado a tecnologia e a vida sedentária de dentro de casa, para experimentar a diversão do convívio com outras crianças na prática do Rugby.

O primeiro exemplo é o da Pedagoga e Professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental,  Mari Oltman, ela utilizou com grande sucesso o Rugby como tema de projeto em sala de aula para trabalhar com os alunos os valores transmitidos por esse esporte, trabalhar leitura, escrita, comportamento, geografia e até matemática, sem falar nos momentos de diversão proporcionados pelas atividades lúdicas feitas com a bola de Rugby, a Pedagoga relata a expressão de admiração e surpresa das crianças ao terem o primeiro contato com a bola oval, muitas delas nunca tinham sequer visto uma bola assim, e conta também sobre a mudança de comportamento das crianças em sala de aula durante o projeto: 

"As crianças antes de começarmos a trabalhar o projeto Rugby se relacionavam com bastante restrições, eram pequenos grupos de três ou quatro alunos no máximo que pouco conversavam entre si, eram crianças bastante indisciplinadas em sua maioria, após algum tempo do início do projeto, que durou um semestre, houve uma mudança drástica em sala, muito mais disciplinados e focados na matéria, e o mais importante, a interação entre eles aumentou muito, ainda persistiam os grupos mas agora todos os grupos participavam juntos, aconteceu um fato interessante durante o projeto, uma das alunas me perguntou se podiam trazer uma toalha e na hora do lanche fazerem como se fosse um piquenique, desconfiada concordei para ver até onde ia isso, eu imaginava que seria o grupinho de meninas que ficavam junto com essa que me fez o pedido, mas para minha surpresa no dia seguinte no horário do lanche essa menina tira um lençol de dentro da mala e estica no chão, todas as crianças da sala participaram do "piquenique", todas trouxeram algo de casa e dividiram entre si, fui parabeniza-los pela atitude e um dos aluno me disse: "sim prô, igual uma família, a família do Rugby""

Outro exemplo de sucesso é o que o clube São Bento Rugby na Vila Mariana em São Paulo vem fazendo com as crianças da região, lá as crianças tem oportunidade de treinarem como jogadores de verdade ao mesmo tempo em que aprendem os valores do esporte, o professor de Educação Física, Atleta e Treinador do São Bento Rugby Clube, Valter Sugarava Junior, um dos responsáveis pelo projeto com as crianças nos concedeu uma entrevista onde nos conta um pouco sobre como é o trabalho com as crianças, abaixo você pode clicar no link e ler a entrevista completa, ele enfatiza que o esporte é "uma forma de educar, socializar, conviver em harmonia, desenvolver a pessoa em todos os aspectos para que seja saudável e produtiva para uma sociedade. O Rugby é um esporte carregado de valores e eles me fizeram acreditar e ensinar que o respeito é inegociável, a disciplina o único caminho para se obter bons resultados e que a amizade vale mais que um resultado"


foto na página do facebook do São Bento
https://www.facebook.com/SaoBentoRugby/



Assim como já falamos aqui no Sociedade em Movimento sobre a importância da participação dos pais em parceria com os professores para uma educação de qualidade o treinador também fala dessa importância para o desenvolvimento da criança dentro do Rugby, ele nos conta que apesar de enfatizarem essa importância não cobram os pais, mas que aos poucos eles vão percebendo essa importância e passam a ter maior participação.

E exatamente como nos contou a Professora Mari Oltman, o treinador recebe relatos dos pais sobre a mudança no comportamento dos filhos após começarem a treinar no São Bento, ele conta que a mudança "vai desde o respeito com as pessoas até a preocupação com o ambiente em que vivem..."

Ficamos felizes em saber que existam pessoas que fazem a diferença dentro da educação e do esporte e unam esses dois mundos visando melhorar o convívio e o bem estar das crianças na sociedade, as crianças são o futuro, mas se nada for feito para que elas cresçam tendo em mente a importância do respeito, da amizade, do trabalho em equipe, o futuro é incerto, é necessário que as crianças compreendam que na vida, tanto quanto no Rugby, cada metro conquistado vale muito suor, lágrima e sangue, é necessário dar as crianças espaços de lazer onde elas tenham a oportunidade de ter contato com o esporte, seja o Rugby, o Futebol, o Atletismo, todos eles, quando digo isso não é apenas uma praça, ou um campo para elas jogarem, mas um espaço com monitores, educadores, treinadores e psicólogos disponíveis para dar total atenção e auxílio para as crianças, se desejamos uma sociedade melhor, mais responsável, mais educada e consciente do seu lugar no espaço é necessário esse casamento entre Educação e Esporte, ai sim nosso futuro será muito melhor que nosso presente.

Aqui você confere a entrevista completa do Professor Valter

Se desejarem assistir a um treino, levar seus filhos, sobrinhos, amigos a testemunharem o excelente trabalho que o São Bento Rugby faz é só acessar o Facebook do Clube:
Ou sua página na internet: http://www.saobentorugbyclub.com.br/

sexta-feira, 31 de março de 2017

Escola Pública x Escola Particular.

Olá, meu nome é Mauricio e você está no Sociedade em Movimento



Em 2012 a rede de televisão SBT postou em seu canal no YouTube um vídeo onde o Jornalista e Radialista Luiz Carlos Prates fala de uma realidade dos professores da rede particular de ensino (ao final da postagem você pode conferir o vídeo), deixando de lado os exageros e o momento que ele fala da escola militar, o jornalista expõe as dificuldades de avaliar o aluno dessa rede, o aluno tira uma nota baixa mas a gestão da escola, por pressão dos pais, exige que o professor dê a nota média minima necessária para o aluno passar de ano, mesmo sem aprender nada, embora o vídeo seja de 2012 é uma situação muito vivenciada ainda hoje na rede particular, em especial em escolas de bairros mais periféricos, onde os alunos tem difícil acesso a saúde de qualidade, pouco ou nenhum acesso a livros, lazer e esportes, os pais esforçam-se em pagar uma escola particular na esperança que seu filho tenha um aprendizado de qualidade, diferenciado do da escola pública, sempre vista como sucateada e de baixa qualidade, porém ao deparar-se com uma nota baixa do aluno atribui isso a um mal professor, que por algum motivo "deu" uma nota ruim para o filho: 

"Que absurdo, pago caro para meu filho não aprender?" 
"Que péssimo professor é esse?" 
"Sou eu que pago o salário do professor para ele dar nota baixa para meu filho?"
"Se meu filho não tirar a média para passar de ano eu tiro ele da escola!"

Essas são falas comuns nas escolas da rede particular, e não exclusivamente das situadas na periferia, escolas de classe média e acima também passam por isso, diariamente os gestores se deparam com o dilema "Damos uma nota boa para esse aluno que não aprendeu nada ou perdemos o cliente?" Os alunos são vistos como clientes, e no mundo capitalista perder um cliente é perigo de ruína para a empresa/escola.
O fracasso escolar do aluno muitas vezes é visto como responsabilidade única e exclusiva do professor, mas ao verificar a história de vida desse aluno percebemos que ele tem diversos problemas fora da escola que afetam diretamente seu desempenho, pais ausentes, brigas em família, maus tratos, vícios, entre outros problemas específicos, ai cabe ao professor, mais uma vez, tomar as devidas providências que acabam quase sempre terminando com a retirada do aluno da escola, ele é matriculado em outra e dá a "sorte" de encontrar professores e gestores compreensivos que vão "dar" a tão almejada nota para os pais ficarem felizes, "ainda bem que tiramos ele daquela escola, olha como o desempenho dele melhorou!" E a pobre criança mal sabe ler.

Em contrapartida a escola pública é sucateada empurrando os alunos para a escola particular, escolas com paredes sujas, vidros quebrados, quadra poliesportiva com buracos e poças de água, falta de professores e os que tem são mal remunerados, gestores despreparados, tráfico de drogas, violência, essa é a realidade da escola pública, mas e os professores? Na escola pública eles tem a liberdade de realmente fazerem seu trabalho sem medo de perder o "cliente" porém a infraestrutura para isso é precária e os alunos cheios de problemas fora da sala, o professor novamente aparece como o culpado pela má qualidade do ensino, ele é sempre o personagem principal do drama da educação, para o doutor em Educação e editor executivo da revista Nova Escola Rodrigo Ratier, esse drama é uma "falsa tragédia", na revista do mês de março ele assina o artigo "A falsa tragédia da Educação Pública" neste artigo ele defende que o que causa o desempenho ruim dos alunos é exatamente este histórico de vida, na periferia o "cliente" da escola particular e da pública são os mesmos e por isso o desempenho nas duas instituições é parecido, ele compara a época gloriosa da educação, onde muitos exclamam que "na minha época que era bom" com a atual e traz dados estatísticos para isso, em 1960: 

"a taxa de escolarização era de apenas 33% (chegamos a 98,5% em 2014). O analfabetismo, por outro lado, era de 40% (hoje é 8%, e ainda não está bom). O autoritarismo era palavra de ordem, não havia avaliação para medir a qualidade do ensino e o termo inclusão ainda nem havia sido inventado"


Por isso fica a dica para os pais que pretendem colocar seus filhos em uma escola particular buscando um melhor aprendizado, verifiquem a política da escola, observem se seu filho miraculosamente só tira notas boas, acompanhem o desenvolvimento dele, olhem os cadernos, auxiliem nas atividades de casa, sejam presença constante nas reuniões, abram o coração para o que os professores tem a dizer sobre seu filho, somente com uma parceria firme entre pais, professores e gestores, seja na escola pública ou na privada, é que podemos atingir a meta de uma educação de qualidade, tenham em mente que muito do que é feito em casa reflete na sala de aula, muitas vezes trinta minutos que "percam" com seu filho no auxilio a uma lição de casa pode fazer toda diferença no desempenho dele dentro da sala, uma abraço seguido do desejo de boa aula ao se despedir do filho indo para escola pode acabar com os casos de brigas entre os alunos, valores básicos como respeito, solidariedade, amizade e disciplina podem ser aprendidos em casa, colocando o filho/aluno numa rotina de estudos, carinho e atenção que farão toda diferença no desempenho escolar e no futuro da criança.


terça-feira, 28 de março de 2017

Nova seção no Blog, Livraria em Movimento!

Olá Amigo, meu nome é Mauricio e você está no Sociedade em Movimento!


Para trazer aos nossos visitantes livros com ótimos preços, nos associamos a Amazon.com, do lado direito do blog você vai encontrar opções de livros, entre eles infantil, educação, livros cujo tema é a sociedade, os mais vendidos na Amazon.com, livros sobre negócios e uma seção especial que é a Livraria em Movimento, nela pré-selecionamos livros que podem trazer conteúdo e informação para o seu dia a dia sobre os mais variados temas, ainda estamos incluindo diversos livros para aos poucos aumentarmos ainda mais a variedade de títulos para você, mas o mais legal é que nessa seção você encontra livros gratuitos que podem ser lidos no dispositivo Kindle, que para adquiri-lo você encontra também o link ai do lado direito, ou se preferir pode ler através do app do Kindle em qualquer dispositivo.

Espero que gostem e caso queiram indicar títulos para incluirmos na livraria é só deixar nos comentários, assim podemos formar uma rede de leitores indicando livros interessantes uns aos outros.